Caridade justiça
são um serviço espiritual
Não há limites ao compromisso para ir ao encontro das necessidades do próximo; mas é imprescindível que ele se realize à luz do Espírito Santo, para que não se perca em mero activismo. Por conseguinte, duas realidades, o anúncio da Palavra de Deus e o dever da caridade, que «devem existir na Igreja, onde ambas têm «o seu lugar» e a sua «relação necessária».
Nesta óptica, caridade e justiça não devem ser interpretadas só como «acções sociais» mas também como «acções espirituais». A ponto de que quantos são chamados a tornar concreta esta dúplice expressão da única missão da Igreja «não podem ser apenas organizadores que sabem fazer» mas devem ser «homens cheios de Espírito Santo e de sabedoria», porque a obra que realizam, mesmo se é «sobretudo prática» é contudo de modo especial «uma função espiritual».
A actividade a favor do próximo certamente «não deve ser condenada recorda o Pontífice mas deve realçar-se que ela deve estar imbuída interiormente também do espírito da contemplação». Isto ajuda a «aprender a verdadeira caridade, o verdadeiro serviço ao próximo», que «certamente precisa das coisas necessárias», mas precisa sobretudo «do afecto do nosso coração, da luz de Deus».
É uma chamada preciosa «para nós hoje conclui o Papa habituados a avaliar tudo com o critério da produtividade e da eficiência».
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