sexta-feira, 30 de março de 2012

Bento XVI chega ao Vaticano após viagem ao México e Cuba




Da Redação, com Rádio Vaticano


Bento XVI chega a Roma nesta quinta-feira, após sua viagem apostólica ao México e Cuba
A visita do Papa ao México e Cuba terminou na manhã desta quinta-feira, 29, com a chegada de Bento XVI ao aeroporto militar de Ciampino, em Roma. O Boeing 777 da Alitalia, com o Pontífice e sua comitiva a bordo, proveniente de Havana, aterrissou às 10h35, horário de Roma (5h35 de Brasília).

Anunciado pelo cardeal Sarah o financiamento de um projecto agrícola em Cuba



Quando a caridade une

Cor Unum financiará um novo projecto agrícola em duas dioceses de Cuba. É o primeiro fruto concreto da visita de Bento XVI ao povo da ilha caribenha.

quinta-feira, 29 de março de 2012

O dia conclusivo da viagem de Bento XVI na capital cubana


Ao ritmo de uma imensa oração

De novo em Roma. O Papa regressou hoje, quinta-feira 29 de Março, ao Vaticano depois de seis dias de viagem apostólica no México e em Cuba.
Uma viagem longa pelas distâncias percorridas, entusiasmante pelo acolhimento que ao Papa foi reservado, denso de emoções vividas com dois povos, o mexicano e o cubano, que, não obstante estejam a atravessar, mesmo se por motivos diversos, um momento particularmente difícil na sua história, olham para o futuro com uma renovada esperança na certeza de ter no Pontífice mais um amigo.

quarta-feira, 28 de março de 2012

“Rezai por mim, para que eu possa dominar com humilde firmeza o leme da Santa Igreja”.




 REZEMOS PELO NOSSO DOCE CRISTO SOBRE A TERRA

.Oremus pro Pontifice nostro Benedicto.
. Dominus conservet eum, et vivificet eum, et beatum faciat eum in terra, et non tradat eum in animam inimicorum eius. 

]
Pater noster, qui es in caelis 
Sanctificétur nomen tuum:
Advéniat regnum tuum:
Fiat voluntas tua,
sicut in caelo, et in terra.
Panem nostrum quotidiánum da nobis hódie:
Et dimítte nobis débita nostra, 
sicut et nos dimíttimus debitóribus nostris.
Et ne nos indúcas in tentatiónem.
Sed líbera nos a malo. 
Amen

. Tu es Petrus,
. Et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam.

Oremus
 Deus, omnium fidelium pastor et rector, famulum tuum Benedictum, quem pastorem Ecclesiae tuae praeesse voluisti, propitius respice: da ei, quaesumus, verbo et exemplo, quibus praeest, proficere: ut ad vitam, una cum grege sibi credito, perveniat sempiternam. Per Christum, Dominum nostrum. 
Amen.

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI Havana, Praça da Revolução José Martí Quarta-feira, 28 de Março de 2012




Amados irmãos e irmãs!
«Bendito sejais, Senhor, Deus dos nossos pais (...). Bendito o vosso nome glorioso e santo» (Dn 3, 52). Este hino de bênção do livro de Daniel ressoa hoje na nossa liturgia, convidando-nos repetidamente a bendizer e louvar a Deus. Somos parte da multidão daquele coro que celebra o Senhor sem cessar. Unimo-nos a este concerto de ação de graças, oferecendo a nossa voz jubilosa e confiante, que procura fundar no amor e na verdade o caminho da fé.

Na alegria da verdadeira alma cubana


O Papa deixou Santiago de Cuba e transferiu-se para Havana


O Papa com irmã Teresa KerkettaO encontro privado entre Bento XVI e Raúl Castro, que teve lugar ontem 27 de Março no Palácio Presidencial em Havana, durou cerca de quarenta minutos, enquanto ao mesmo tempo se realizava outro semelhante entre as delegações do Vaticano, guiada pelo cardeal secretário de Estado, e do governo cubano, chefiada pelo vice-presidente do conselho de Estado e do conselho de Ministros. Entre os assuntos abordados, referiu a seguir o jesuíta Federico Lombardi, director da Sala de Imprensa da Santa Sé, é possível indicar «as expectativas da Igreja cubana e o seu desejo de desenvolver ulteriormente a sua presença, a fim de oferecer uma contribuição positiva para o bem do país». Pe. Lombardi informou também sobre o pedido adiantado pelo Pontífice ao presidente cubano Raúl Castro para reconhecer a Sexta-feira Santa como dia festivo na ilha caribenha, recordando que, em 1998, João Paulo II no final da sua visita pediu e obteve de Fidel Castro um reconhecimento análogo para o dia de Natal.
No final do encontro Bento XVI e o presidente cubano mostraram-se da janela do pátio do Palácio de la Revolución para saudar os jornalistas, fotógrafos e cameramen reunidos para imortalizar o aperto de mão que os dois trocaram.
  do nosso enviado Mario Ponzi

domingo, 25 de março de 2012

Anunciação do Senhor



La nova filha de Sião

Este ano, no auge do tempo litúrgico de Quaresma, a Igreja celebra no dia 25 de Março a solenidade da Anunciação do Senhor. Na Igreja antiga, desde o século V, o acontecimento da Encarnação virginal do Filho de Deus, que se tornou possível graças ao fiat da Virgem de Nazaré, era celebrado no tempo do Natal. A seguir,  preocupações de exactidão cronológico-teológica contribuíram para fixar a solenidade da Anunciação nove meses antes de  25 de Dezembro, dia do nascimento do Redentor em Belém da Judeia.
Simone Martini  e  Lippo Memmi  «A Anunciação» (1333, pormenor)Este acontecimento, que  celebra o início da nossa redenção, põe no centro da reflexão orante tanto o fiat do Verbo, como o fiat da Mãe; ambos desejados e tornados possíveis pela vontade insondável de Deus, com a finalidade de restituir a humanidade à Aliança e de continuar assim o  colloquium salutis.
Em Maria, o Espírito realizou a «nova criação», que é plenamente conforme com o desígnio de Deus. Os fiéis contemplam de bom grado na Tota Pulchra a mais alta dignidade conferida a uma criatura, a uma deles, e no culto mariano, na devoção terna e genuína, expressam o louvor e o reconhecimento da Igreja por estes dons extraordinários. Como nova «filha de Sião», entrando na aliança esponsal com Deus, pôde oferecer ao Senhor um verdadeiro coração de esposa: belo, acolhedor, virginal, oblativo e jubiloso.
Por isso, numa catequese de  1996, o Papa Wojtyła afirmava que «a “filha de Sião” já não é simplesmente um sujeito colectivo, mas uma pessoa que representa a humanidade e, no momento da Anunciação, corresponde à proposta de amor divino com o próprio amor esponsal». Além disso, no sulco do capítulo mariano do Vaticano II, especialmente com a encíclica Redemptoris Mater, ele contribuiu para aprofundar a figura teologal de Maria, indicando-a como primeira discípula, serva extremamente semelhante ao Servo-Jesus, crente no e do Filho que precede o povo de Deus na peregrinação e na diaconia da fé.
Com efeito, estes anos do pós-Vaticano II demonstraram que a Palavra de Deus é o lugar e o âmbito natural para uma interpretação autêntica, côngrua e sempre actual da presença e do significado da Mãe de Jesus para a Igreja dos discípulos. O lugar e o papel que Maria teve, unicamente  per sola Gratia, nos acontecimentos messiânico-salvíficos do Senhor são os mesmos que Ela deve possuir na própria fé e na vida da Igreja, até à parusia do Cordeiro. Santa Maria, Mulher do sim, lembra cordialmente aos fiéis e à própria Igreja que nos deixarmos penetrar como Ela pela Palavra, tornar-nos-emos pela Graça refrangência da única Luz que ilumina e aquece o coração e a vida, recebendo outrossim o critério-base com o qual discernir e julgar o existente e a existência não com a arrogância da razão, mas com o esplendor da caridade agápica, a única que nos permitirá entrar no seio grande  e eterno de Deus; esperança almejada por todos aqueles que se deixam trespassar e conquistar pela Palavra de verdade e de vida. Por isso, afirmou Bento XVI na audiência geral de quarta-feira 14 de Março de 2012: «Maria ensina-nos a necessidade da oração e indica-nos que só através de um vínculo constante, íntimo e cheio de amor com o seu Filho podemos sair da “nossa casa”, de nós mesmos, com coragem, para chegar aos confins do mundo e anunciar em toda a parte o Senhor Jesus, Salvador do mundo»; o Único que com o seu Espírito pode tornar-nos, como Maria sua Mãe, capazes de ser criaturas do sim.
  Salvatore Perrella