quinta-feira, 19 de abril de 2012

O direito segundo Bento XVI


A razão é de todos

Jost Amman, «Alegoria da Justiça»  (século XVI )Com frequência o Papa Bento XVI  se ocupa do conceito de direito ao tratar de outros temas ou ao enfrentar do próprio direito só aspectos particulares, como no Discurso pronunciado no Bundestag, a 22 de Setembro de 2011, no qual o Pontífice analisou esse  tema de modo exclusivo e, podemos dizer, com fervor.
O Papa recorda que: «o cristianismo nunca impôs ao Estado e à sociedade um direito revelado, um ordenamento jurídico derivante de uma revelação». Retomando o exemplo  acima utilizado, a religião católica nunca teria imposto, ao Estado ou à sociedade, o direito do embrião a receber o respeito pela sua existência.

O Papa Bento não está sozinho



   Inicia o oitavo ano de pontificado de Bento XVI, eleito a 19 de Abril de 2005, com setenta e oito anos, em menos de um dia no conclave mais numeroso que até agora se reuniu na história. Uma data celebrada com alegria e precedida por aquela, tradicionalmente pessoal, do octogésimo quinto aniversário de nascimento, que contudo não era festejado na série dos Papa desde 1895 e que, por conseguinte, foi comemorada mais calorosamente.
Portanto, para estas festas de Abril multiplicaram-se as felicitações e os bons votos, que chegaram do mundo inteiro para expressar um afecto e uma estima gerais, que não se previam tão numerosas no momento da eleição. Com efeito, não se deve esquecer o excesso de preconceitos, ou até de oposições, com o qual a rapidíssima escolha do colégio dos cardeais tinha sido acolhida em diversos ambientes, também católicos. Preconceitos e oposições que em relação ao cardeal Ratzinger remontavam pelo menos a meados dos anos oitenta mas que não correspondiam minimamente à sua verdadeira personalidade.
O sucessor de João Paulo II – que aliás tinha sido o seu colaborador mais  influente, que o Papa polaco, também ele por muito tempo hostilizado,  quis quase imediatamente em Roma – foi-lhe contraposto, segundo estereótipos abusados. Um pontificado que iniciou em subida e que o Pontífice enfrentou com lúcida serenidade,  já demonstrada a 24 de Abril, quando pediu orações aos fiéis para que não fugisse  «por medo, diante dos lobos».
Aquela homilia era a primeira de uma série já longa, que por limpidez e profundidade em nada é inferior às pregações de Leão Magno, as primeiras de um bispo de Roma conservadas, caracterizadas por um equilíbrio exemplar entre herança clássica e novidade cristã analogamente à intenção do Papa Bento de se mover em harmonia entre razão e fé. Para se dirigir e falar a todos, como sugeriu no encontro de Assis o convite feito – pela primeira vez, um quarto de século depois daquele convocado por João Paulo II entre crentes – também aos não crentes,  para anunciar o Evangelho ao mundo de hoje.
Foi assim também para a homilia  na celebração do aniversário de nascimento – que coincide com a do seu baptismo, no Sábado Santo de 1927 – quando Bento XVI falou dos santos recordados no calendário litúrgico, Bernadette Soubirous e Benedetto Giuseppe Labre, de Maria, Mãe de Deus, e da águia pura da verdade da qual o mundo está sedento, muitas vezes sem o saber. Amigos invisíveis, mas não por isso menos reais, dos quais o Papa sente a proximidade na comunhão dos santos. Assim como sente a amizade de tantas pessoas que rezam por ele todos os dias, ou que unicamente olham para ele com simpatia, ouvindo com atenção as suas palavras.

O agradecimento pelos votos por ocasião do genetlíaco e do séptimo aniversário de eleição


Uma Igreja que reza


Um prodígio. É o que se realiza quando os crentes, provados duramente por causa da sua fé, se reencontram unidos na Duccio di Buoninsegna, «O Pentecostes» (1308-1311)oração «como uma pessoa só» para invocar a ajuda do Senhor. Este «rezar todos juntos, concordes» é – como afirmou o Papa durante a audiência geral desta manhã, quarta-feira 18 de Abril - «o elemento fundamental da primeira comunidade e deveria ser sempre fundamental para a Igreja». Bento XVI, tendo voltado a propor as catequeses sobre a oração, durante o encontro semanal com os fiéis, recordou  o «pequeno Pentecostes» -  como é definida a oração dos apóstolos, narrada por São Lucas, numa época difícil da Igreja nascente – para ressaltar a importância da oração na vida da Igreja quando se encontra em dificuldades. Face ao perigo e às ameaças não se devem fazer análises ou elaborar estratégias sobre como nos defender ou reagir mas devemos rezar». Todos juntos, concordes, e entrar em contacto com Deus. Assim a unidade da Igreja, em vez de estar comprometida consolida-se precisamente «porque – explicou o Pontífice – é apoiada por uma oração inabalável». Portanto, a  Igreja «não deve temer as perseguições que  na sua  história é obrigada a suportar, mas ter sempre confiança, como Jesus no Getsémani, na presença, na ajuda e na força de Deus».
Durante a audiência geral diversos grupos de fiéis renovaram ao Papa os votos pelo octogésimo quinto aniversário de nascimento, festejado na segunda-feira passada, 16 de Abril, e pela celebração hodierna  da sua eleição à cátedra de Pedro. Votos especiais chegaram de alguns grupos em trajes tradicionais da Baviera e de outras regiões da Alemanha. Bento XVI concluindo o encontro, agradeceu sentidamente as manifestações calorosas de afecto destes dias de festa.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Lefebvrianos, a resposta positiva chegou.



O superior da Fraternidade São Pio X subscreveu o preâmbulo doutrinal proposto pela Santa Sé, embora com algumas leve mudanças.

Andrea Tornielli – Cidade do Vaticano | Tradução: Giulia d’Amore.




A resposta da Fraternidade São Pio X chegou ao Vaticano e é positiva: de acordo com as indiscrições recolhidas por Vatican Insider, o superior dos lefebvrianos, o bispo Bernard Fellay, teria assinado o preâmbulo doutrinal que a Santa Sé havia proposto em setembro passado, como condição para chegar à plena comunhão e ao enquadramento canônico.