Uma Igreja que reza
Um prodígio. É o que se realiza quando os crentes, provados duramente por causa da sua fé, se reencontram unidos na
oração «como uma pessoa só» para invocar a ajuda do Senhor. Este «rezar todos juntos, concordes» é – como afirmou o Papa durante a audiência geral desta manhã, quarta-feira 18 de Abril - «o elemento fundamental da primeira comunidade e deveria ser sempre fundamental para a Igreja». Bento XVI, tendo voltado a propor as catequeses sobre a oração, durante o encontro semanal com os fiéis, recordou o «pequeno Pentecostes» - como é definida a oração dos apóstolos, narrada por São Lucas, numa época difícil da Igreja nascente – para ressaltar a importância da oração na vida da Igreja quando se encontra em dificuldades. Face ao perigo e às ameaças não se devem fazer análises ou elaborar estratégias sobre como nos defender ou reagir mas devemos rezar». Todos juntos, concordes, e entrar em contacto com Deus. Assim a unidade da Igreja, em vez de estar comprometida consolida-se precisamente «porque – explicou o Pontífice – é apoiada por uma oração inabalável». Portanto, a Igreja «não deve temer as perseguições que na sua história é obrigada a suportar, mas ter sempre confiança, como Jesus no Getsémani, na presença, na ajuda e na força de Deus».
Durante a audiência geral diversos grupos de fiéis renovaram ao Papa os votos pelo octogésimo quinto aniversário de nascimento, festejado na segunda-feira passada, 16 de Abril, e pela celebração hodierna da sua eleição à cátedra de Pedro. Votos especiais chegaram de alguns grupos em trajes tradicionais da Baviera e de outras regiões da Alemanha. Bento XVI concluindo o encontro, agradeceu sentidamente as manifestações calorosas de afecto destes dias de festa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário